Zen-Ciclismo.
Agosto 30, 2007
Passeio ao parque, as rodas da bicicleta girando abaixo de você,
A paisagem é turva em tons de verde, amarelo e vermelho, como borrões de tinta,
A pista é apenas uma linha branca, aonde carros passam correndo por você.
E o zunido em seu ouvido ao virar ao lado, é o mantra do seu dia.
Vento passando por seu cabelo, coração disparado no peito, pernas queimando a cada giro,
O ar que entra em você não é mesmo que sai,
É novo respirar, longe do dia-a-dia, longe de suas preocupações,
Este é seu mosteiro, seu momento, somente você.
Alegre momento aonde passagens não são incômodos,
Aonde não ter carro é estar livre do estacionado momento em movimento,
Já estamos em cubículos toda nossas vidas e chegar rápido em casa dentro de outras,
É a certeza de não ver o chão por onde passa.
A lógica do refúgio contra radiação.
Agosto 29, 2007
Os seres humanos me parecem muito apocalípticos. Cuidam dos edifícios que habitam com esmero. Guardam coisas lá dentro com com todo cuidado e ciúmes. Próprios dragões em cima de seus tesouros. Cuidam dos seus refúgios; e em seus porões aguardam, com a paciência da barata, o cataclisma.